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Festa Junina

UMA HISTÓRIA MUITO ANTIGA…

Junho é o mês da alegria caipira: hora de acender a fogueira e dançar quadrilha. Isso sem contar as gostosuras que deixam a gente com água na boca: canjica, paçoca, cocada e pé-de-moleque…

Mas você sabia que essa festa tão animada vem de muito, muito tempo atrás?

Bem antes do surgimento da era cristã! Os povos que viviam na Europa, Oriente Médio e norte da África celebravam diversos tipos de rituais para pedir aos deuses bastante chuva, terras férteis e colheitas fartas.

O ponto alto do festejo acontecia durante o solstício de verão: é o dia mais longo do ano no Hemisfério Norte, que cai em 22 ou 23 de junho.

Esses povos comemoravam a chegada do verão e os preparativos para a colheita acendendo uma fogueira. Depois, faziam oferendas aos deuses para espantar os espíritos maus e trazer prosperidade à aldeia.

E foram os portugueses que nos apresentaram essa festa tão gostosa, em que celebramos três santos: Santo Antônio em 13 de junho, São João em 24 de junho e São Pedro em 29 de junho. Desde o século 13, a festa de São João portuguesa festeja também Santo Antônio e São Pedro.

Mas as influências não param por aí!

As festas juninas também têm uma pitada de cultura francesa: as quadrilhas foram inspiradas em bailes que aconteciam no interior da França durante o século 18. Durante a dança, os casais se cumprimentavam e trocavam de pares.

O nome quadrilha vem do francês quadrille , que significa batalhão, grupo.

Você já prestou atenção nas instruções enquanto todos dançam? São todas palavras francesas! Por exemplo, promenade quer dizer passeio. Já changê significa trocar. Anavam é em frente e anarriê para trás!

Quem diria, nossa colaboração junina não poderia ter sido melhor: foi na culinária!

Quando os portugueses trouxeram a “festa joanina” para o Brasil, os índios e negros que aqui viviam trataram logo de adaptar a tal festa aos seus costumes.

Comidas feitas com milho, como espigas cozidas, pamonhas e canjica, além de tudo que é preparado com mandioca e côco, têm um “dedinho” dos nossos índios.

Isso sem contar as danças típicas brasileiras como o forró e o bumba-meu-boi, que alegram ainda mais as comemorações em diversas regiões do país.

fonte: Canal Kids

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